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sábado, 5 de outubro de 2013

Ensino Médio: Orientações para trabalhos


Gente do além.

Abaixo estão todas as orientações para a produção de trabalhos. Esse esquema é válido para as turmas do Ensino Médio. (Galerinha do fundamental, assenta a bunda aí na cadeira e vai ver vídeo no youtube! Xô Xô)

Todo trabalho deverá conter capa e folha de rosto (contra-capa). Confira no link abaixo o trabalho do meu aluno imaginário.


Você pode salvar o arquivo do link em seu computador e fazer as alterações dos dados sempre que precisar.

A fonte do trabalho pode ser mudada de Times New Roman para Arial.
Nas capas, o tamanho da fonte é 16. Mas o conteúdo do trabalho deverá ser digitado em fonte 12.

Para aqueles que querem aprender a elaborar no Word a sua própria capa - o que acho bastante válido - podem seguir os passos abaixo.

Abra o Word e click duas vezes na régua do lado esquerdo.

Click na imagem para ampliar
Abrirá uma opção e você deve configurar da seguinte forma:
Superior: 3 cm Esquerda: 3 cmcomo registrar marca e patente

Superior: 3
Esquerda: 3
Inferior: 2
Direita 2

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ATENÇÃO: Plágio é crime! Se o trabalho solicitado requer pesquisa é necessário informar onde os dados foram recolhidos, ou seja, se você pesquisou em sites, livros, revistas e afins. Se o trabalho não for baseado em pesquisa e apresentar cópias... Hasta la vista baby!

Aproveitem o espaço e não se encanhem. Melhor perguntar do que fazer errado. Façam suas perguntas abaixo que o Oráculo responderá para vocês.

Astral de Clio
Superior: 3 cm Esquerda: 3 cmcomo registrar marca e patente
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domingo, 31 de março de 2013

Breve história da Pré-história


A Pré-história... a origem da vida, as transformações do homem... Como resumir milhões e milhões de anos em algumas linhas? Difícil né? Mas nada impossível para eu, divindade onipotente, onipresente, the best of, a última bolacha do pacote... (chega de auto-promoção!)

Primeira coisa que devemos pensar, é sobre o próprio termo: Pré-história. Se "pré" significa anterior, pré-história seria o período anterior a história.
A denominação pré-história, foi atribuída por alguns historiadores que concluíram que, a história só existe quando há registro escrito. Ou seja, a escrita, seria o principal marco da história.

Mas, podemos dizer que milhões de anos não são história?
Que os homens que ali viveram, adaptando-se, transformando o meio em que viviam, não são parte da história?

Viver é fazer história!

Podemos definir a pré-história como o longo período em que surgiu a vida, e que também surgiu o homem. O longo período em que ele surgiu, se adaptou, construiu, descobriu coisas novas e se transformou.

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

Pois bem, sabendo disso, como começou a vida? A vida começa na água com, seres unicelulares, que depois se multiplicam, se adaptam, geram diversos seres, que passam a viver fora da água e... AHHHHHHHHH Vou deixar o Homer explicar para vocês.



 Os Simpsons!!!!!!!!!!!!! Se não gosta, você é chato. Mas tá, existe outros vídeos. Veja este:
http://www.youtube.com/watch?v=G_AzIkYFdCo

A mídia mostra a pré-história como um período fantástico onde existiam homens peludos e brutos, que
viviam nas cavernas, matavam dinossauros e arrastavam as mulheres pelo cabelo.... AHFIDUMAMÃE!

Antes que as mulheres se revoltem (se é que se revoltam né? Ouvindo funk, não tem como ficar revoltada com uma simples puxada de cabelo ráaa!), não é bem assim como a mídia mostra. Vamos pensar que era um tempo diferente, com costumes diferentes. O conceito de ser civilizado, limpo, tratar bem as mulheres é muito mais atual que isto e acima de tudo, até nos dias de hoje, cada povo possui costumes diferentes.

O que a mídia mostra é uma coisa e o que de fato as pesquisas concluíram, são outras.
NÃO! Homens não conviveram com dinossauros.  A extinção dos dinossauros tornou possível o surgimento do próprio homem. 



Sim caramba! Os dinossauros foram extintos. Não é possível encontrá-lo na ilha de Lost ou numa terra perdida como no filme King Kong.


Algo importante a se comentar é muitos homos diferentes viviam no mesmo período e disputavam territórios. Hoje eles não existem mais pelo simples fato de que não sobreviveram, não conseguiram se adaptar as disputas, ou ao próprio clima. Como diz o ditado: Só os mais fortes sobrevivem!

Veja um trecho do filme a Guerra do Fogo. Temos diversos tipos de homos (uns mais peludos que outros por sinal) que disputavam o fogo. SIM! Quando não se sabia fazer fogo, tinha que disputar uma única chama.
Através do estudo da pré-história, foi possível dividi-la em três períodos: Paleolítico, Mesolítico e Neolítico. Tá tá, só vamos focar em dois.
"Caraca professora... Quanto nome esquisito..." - Começa pelo teu caramba! :D
Vamos com calma!

Paleolítico (Pale = Antigo, Lítico = Pedra ou Idade da Pedra Antiga): Este é o período onde surgiram os primeiros instrumentos. O homem era caçador e coletor. Vivia da coleta de raízes e frutas e caçava alguns animais. Eram nômades, ou seja, não possuíam habitação fixa. Disputavam habitação com outros animais, inclusive nas cavernas.


Mesolítico (Meso = Meio, Lítico = Pedra ou Idade Média da Pedra): Foi o tempo intermediário entre o Paleolítico e o Neolítico (NOSSA, não me diga!). Não existiu em todas as localidades, pois é associado a Era Glacial (período de resfriamento). Aqui o homo descobriu o fogo e começou a utilizá-lo.

Cena do filme, "A Guerra do Fogo" (1981)
Neolítico (Neo = Novo, Lítico = Pedra, ou Nova Idade da Pedra): Tempo em que o homem se torna sedentário e começa a plantar seus alimentos. Inicia a domesticação de alguns animais.

Vamos misturar tudo num panelão?


O home surgiu, se adaptou e foi para longe... Sim, ele se espalhou em cada parte do mundo e se adaptou mais uma vez. Ok vamos a pergunta óbvia: Como ele chegou do lado de cá? Bem, opiniões ainda se divergem entre os cientistas, mas existem duas teorias aceitas para o povoamento da América. Alguns dizem que eles viajaram em canoas primitivas da Oceania para cá e outra teoria afirma, que estes homens atravessaram o Estreito de Bering (no período da Era Glacial), um pequeno espaço que separa o continente asiático e o americano.

Observem a rota 1 e 2 e localizem o Estreito de Bering.
CLIQUE PARA AMPLIAR
PS: O mapa está ao contrário para justamente enxergarmos o Estreito. Ora bolas!

Mas então, estávamos falando de plantações...
Quando tomamos aquele belo suco de uva em caixinha, comemos uma maça vermelha e bonita, não sabemos o quanto foi longo o caminho para surgir tudo isso. Agora sabemos que a agricultura foi um fator importante para o desenvolvimento do homem.

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Quando você tem uma planta em casa, se não regar ela morre. CLARO! Assim, estes homens primitivos que começaram suas plantações, precisavam de água para regá-las. 

As primeiras civilizações surgiram ao redor dos rios justamente por conta da agricultura. Esta região ficou conhecida como Crescente Fértil, local que levou esse nome por ter formato de lua crescente e possuir ótimas condições para o plantio. 

Temos ali os rios Tigre, Eufrates e Nilo; rios que possuíam cheias períodicas. Assim as plantações feitas próximas aos rios, conseguiam ser adubadas com húmus do próprio rio (humus é resultado de restos de animais e plantas mortas, ótimo para adubo). 

Ali, as plantinhas cresceram fortes e saudáveis (e foram para o "Planta vs Zumbis"? MEDA!) e estes homens conseguiram inaugurar um novo tempo: desenvolveram seus sistemas de escrita, suas construções magníficas, relações sociais diferentes... Ok, estamos falando das civilizações do Egito e da Mesopotâmia, mas isto, é papo pra depois...

E termina assim a breve história da pré-história...
Astral de Clio


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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Pagando mico por 3 pontos

Dia de sol na escola Profº Antonio Firmino de Proença...
A proposta era um seminário sobre os hebreus, os persas e os fenícios. Quando os grupos estavam devidamente divididos, Vitória R, Nicolly, Ramon, Eduardo, Giovana, Mayara e Juliana optaram por gravar um vídeo. (Seminário EAD? Ok, ok.) 
Houve até briguinha: 
- "Vocês roubaram nossa idéia!". 
Mas como o mundo é dos espertos, até aí tudo bem também.

O que fazer para impressionar a professora além de errar os textos que passaremos no vídeo, ler enquanto somos gravados e pronunciar umas palavrinhas erradas? 
- VAMOS DANÇAR!


E onde está a Mayara na hora da dança?!  Até imagino:
- "Isso eu não faço..."

Uma performance fantástica! Digna de contrato na Globo!
Troféus para:
- Risadinha do Ramon, aos 1:18
- A cara de tédio da Nicolly aos 1:32
- O "Mas já sabe, não deu muito certo" do Ramon 1:34
- Ao criador(a) da legenda por escrever "ezudo" 1:24 
- Ao vazio do Eduardo e a cara de "dãn" do seu harém 2:12
- A alguém com a camisa do Nirvana na penumbra (Poderia ser outra coisa né? logo Nirvana caramba! Ainda bem que não foi o Kurt Cobain.) 4:36

O que os alunos não fazem para receber 3 pontos...
Se bem que, eles até receberam os 3 pontos... Pela coragem e alegria!


 

Astral de Clio



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domingo, 12 de agosto de 2012

Leituras: A Odisséia


A “Ilíada” termina com a morte de Heitor e é na Odisseia e em poemas posteriores que ficamos sabendo o destino dos outros heróis.
A Ira de Aquiles -
François-Léon Benouville (1821–1859)
Tróia não caiu imediatamente à morte de Heitor, mas, recebendo ajuda de novos aliados, ainda continuou sua resistência. Por acaso, Aquiles viu Polixena, filha do rei Príamo, talvez por ocasião da trégua que concedera aos troianos para os funerais de Heitor. nquanto estava no templo de Apolo, negociando o casamento, Páris lançou contra ele uma seta envenenada, que, guiada por Apolo, feriu-o no calcanhar, o único lugar vulnerável de seu corpo.
O corpo de Aquiles, tão traiçoeiramente morto, foi recuperado por Ajax e Ulisses. Tétis aconselhou os gregos a entregarem a armadura do herói àquele de todos os sobreviventes que fosse julgado mais digno de usá-la. Os únicos pretendentes foram Ajax e Ulisses. Foi escolhido um grupo seleto de outros chefes para decidir. A armadura foi oferecida a Ulisses, ficando a sabedoria, assim, colocada acima da bravura, o que levou Ajax ao suicídio.
Tinha-se descoberto, então, que Tróia só poderia ser tomada com a ajuda das setas de Hércules que estavam em poder de Filoctetes. Filoctetes juntara-se à expedição grega contra Tróia. Paris foi à primeira vítima das setas fatais.
Tróia, contudo, ainda resistia, e os gregos começaram a desanimar de conquistá-la pela força e, a conselho de Ulisses, resolveram recorrer a um estratagema. Fingiram estar fazendo preparativos para abandonar o sítio, e uma parte dos navios foi retirada e escondida atrás de uma ilha vizinha. Os gregos construíram, então, um imenso cavalo de pau, que fingiram ser um sacrifício oferecido a Minerva, mas que de fato estava cheio de homens armados. Os troianos levaram o cavalo para a cidade. À noite, os homens armados que se encontravam dentro do cavalo, saíram e abriram as portas da cidade aos seus amigos. A cidade foi incendiada e Tróia completamente vencida.
A Procissão do cavalo espião em Tróia -
Giovanni Domenico Tiepolo, 1773
Helena, a Bela, causadora de tantos morticínios, foi recuperada e voltou aos braços de Menelau. 
Saindo de Tróia, os navios tocaram primeiro em Ismarus, cidade dos ciconianos, onde, numa escaramuça com os habitantes, Ulisses perdeu seis homens de cada navio. Partindo dali, a frota foi castigada por uma tempestade, que a manteve nove dias no mar, até que foi alcançado o País dos Comedores de Lótus, onde Ulisses, depois de fazer aguada, mandou três de seus homens descobrir quem eram os habitantes. Estes acolheram os marinheiros hospitaleiramente e ofereceram-lhes seu próprio alimento, o lótus. O efeito desse alimento era tal que aquele que o ingeria se esquecia inteiramente de sua própria terra e desejava permanecer para sempre naquele país.

Polifemo, o ciclope, 
devora os amigos de Ulisses. 

(Autor desconhecido)
Chegaram, em seguida, ao País dos Ciclopes, gigantes que habitavam uma ilha de que eram os únicos possuidores. Moravam em cavernas e alimentavam-se com o que a ilha produzia e com os produtos de seus rebanhos, pois eram pastores. Ulisses deixou ancorados os navios, com exceção de um, em que foi explorar a Ilha dos Ciclopes, à procura de provisões. Desembarcou com os companheiros, levando uma jarra de vinho para oferecer de presente e, encontrando uma grande caverna, lá entrou. Polifemo, o dono da caverna, chegou, com seu grande olho viu os estrangeiros e perguntou-lhes quem eram e de onde haviam vindo. Ulisses respondeu, com muita humildade, que eram gregos, da grande expedição que, recentemente, tanta glória alcançara na conquista de Tróia, e que se encontravam agora de volta à pátria; terminou implorando hospitalidade, em nome dos deuses. Polifemo não respondeu, mas, agarrou dois dos gregos, que atirou contra a parede da caverna, esmagando-lhes a cabeça. Tratou, então, de devorá-los, com grande deleite, e, após a refeição, dormiu. Ulisses não quis matá-lo pois refletiu que isso equivaleria à destruição inevitável dele próprio e de seus companheiros, pois a pedra com que o gigante havia fechado a entrada da caverna não poderia ser removida por eles que, assim, ficariam irremediavelmente presos. Na manhã seguinte, o gigante apanhou mais dois gregos e devorou-os da mesma maneira que a seus companheiros e saiu da caverna colocando a pedra no lugar. Ulisses preparou um plano para quando ele voltasse. Na volta o Ciclope devorou mais dois companheiro. Depois disso, Ulisses aproximou-se dele e ofereceu-lhe o jarro de vinho, dizendo: — Ciclope, isto é vinho. Prova e bebe depois de tua refeição de carne humana. Polifemo pegou a vasilha e bebeu, e, tendo gostado imensamente, pediu mais. Ulisses deu-lhe mais bebida, com o que o gigante ficou tão satisfeito que prometeu que ele seria o último a ser devorado, e perguntou-lhe o nome, ao que Ulisses respondeu: — Meu nome é Ninguém. Depois da ceia, o gigante deitou-se para descansar e não tardou a adormecer. Ulisses e seus companheiros haviam feito um espeto de madeira, colocou no fogo e acertou o único olho do ciclope. Aos gritos, Polifemo chamou todos os ciclopes que moravam nas cavernas em torno, e os ciclopes perguntaram o que acontecia. — Amigo — respondeu Polifemo —, estou morrendo e Ninguém me feriu. — Se ninguém te feriu — responderam os outros ciclopes — foste ferido por Zeus. Tens de resignar-te. Os ciclopes retiraram-se.
Na manhã seguinte, o ciclope afastou a pedra da entrada, a fim de deixar que o gado saísse para pastar, mas ficou na frente da entrada para os homens não saírem. Ulisses e seus companheiros colocaram as ovelhas nas costas. Quando elas passavam, o ciclope apalpava e sentia a pele em cima, e assim Ulisses e seus homens fugiram.  
A feiticeira Circe -
Giovanni Domenico Cerrini (1609–1681)
A escala seguinte de Ulisses foi a Ilha de Éolo, monarca a quem Júpiter confiara o governo dos ventos, que ele desencadeava ou retinha à vontade. Éolo acolheu Ulisses hospitaleiramente e, por ocasião de sua partida, ofereceu-lhe, dentro de um saco de couro com fechadura de prata, os ventos que poderiam ser prejudiciais ou perigosos, ordenando que ventos favoráveis levassem os barcos rumo à pátria de Ulisses. Por nove dias, os navios velejaram à frente do vento. Os companheiros de Ulisses abriram o saco pensando que ali haviam tesouros e acabaram voltando para o mesmo lugar. Éolo recuou-se a ajudá-los de novo.
Chegaram à Ilha Eana, onde vivia Circe, a filha do Sol. Desembarcando ali, Ulisses subiu a um morro e, olhando em torno não viu sinais de habitação, a não ser em um ponto no centro da ilha, onde avistou um palácio rodeado de árvores. Ao se aproximarem do palácio, os gregos viram-se rodeados de leões, tigres e lobos, não ferozes mas domados pela arte de Circe, que era uma poderosa feiticeira. Todos esses animais tinham sido homens e haviam sido transformados em feras pelos seus encantamentos. Ulisses ficou do lado de fora e um dos seus companheiros também. Do lado de dentro do palácio vinham os sons de uma música suave e de uma bela voz de mulher que cantava. Uma deusa ofereceu-lhes comida e bebida. Os que ali estavam, foram transformados em porcos. Ulisses voltou ao palácio e conseguiu com a ajuda de Atena, conseguiu livrar seus amigos e forçar Circe a ajudá-los. Ela ensinou aos marinheiros o que deveriam fazer para passar sãos e salvos pela costa da Ilha das Sereias. Circe aconselhou Ulisses a tampar com cera os ouvidos de seus marinheiros, de modo que eles não pudessem ouvir o canto, e a amarrar-se a si mesmo no mastro dando instruções a seus homens para não libertá-lo, fosse o que fosse que ele dissesse ou fizesse, até terem passado pela Ilha das Sereias. Ulisses seguiu estas instruções. Tampou com cera os ouvidos de seus homens e fez com que estes o amarrassem solidamente ao mastro. Ao se aproximarem da Ilha das Sereias, o mar estava calmo e sobre as águas vinham as notas de uma música tão bela e sedutora que Ulisses lutou para se libertar e implorou aos seus homens, por gritos e sinais, que o desamarrassem. Eles, porém, obedecendo às ordens anteriores trataram de apertar os laços ainda mais.
Com a quilha e o mastro flutuando lado a lado, Ulisses formou uma jangada, à qual se agarrou e, tendo o vento mudado, as ondas o levaram à Ilha de Calipso, uma ninfa do mar. Calipso acolheu Ulisses hospitaleiramente, entreteve-o com magnificência, apaixonou-se por ele e procurou retê-lo para sempre, conferindo-lhe a imortalidade. Ele, porém, manteve sua disposição de regressar à pátria, para junto da esposa e do filho. Calipso, afinal, recebeu ordens de Zeus para deixá-lo partir.
Ulisses viajou satisfatoriamente durante muitos dias, até que, afinal, quando já estava à vista da terra, desencadeou-se uma tempestade, que derrubou o mastro e ameaçou fazer soçobrar a embarcação. Nessa situação crítica, ele foi visto por uma ninfa do mar que, compadecida, pousou na jangada, sob a forma de um corvo marinho, e ofereceu-lhe um cinto, aconselhando-o a colocá-lo, pois, se fosse obrigado a se lançar à água, esse cinto o faria flutuar, permitindo-lhe alcançar a terra a nado. Ulisses manteve-se na jangada enquanto esta não se desintegrou e, quando a embarcação não pôde mais suportá-lo, nadou com o cinto em torno do corpo.
Ulisses e Nausícaa, de Michele Desubleo (1602-1676)
Chegou a uma ilha, chamada Esquéria, país dos Feácios. Esse povo morava primitivamente perto dos ciclopes, mas, sendo perseguido por aquela raça de selvagens emigrara para a Ilha de Esquéria, sob a chefia de seu rei, Nausitous. Os feácios dispunham de riquezas abundantes e gozavam a vida livre das ameaças de guerras, pois, como moravam longe dos homens cobiçosos, nenhum inimigo jamais se aproximara de suas praias. A filha do rei da ilha, Nausica, havia sonhado que iria se casar, eis que encontra Ulisses. Ulisses estava nu, cobria suas partes com arbustos. Ao vê-lo, a princesa foi tomada de admiração e não teve escrúpulo em dizer às suas damas que desejaria que os deuses lhe tivessem mandado um marido assim.
Foi em direção a cidade e ficou admirado com o palácio. Ulisses parou em frente a assembleia dos chefes, foi convidado a entrar. Foram colocados diante dele iguarias e vinho, e Ulisses comeu e bebeu. Depois que os convidados saíram e Ulisses ficou a sós com o rei e a rainha, esta perguntou-lhe quem ele era e de onde vinha. Ulisses narrou sua estada na Ilha de Calipso e sua partida de lá; o naufrágio da jangada, como conseguira salvar-se a nado e o socorro que lhe prestara a princesa. O rei e a rainha escutaram com ar de aprovação, e o rei prometeu fornecer um navio para seu hóspede regressar à terra natal. Todos os chefes deram-lhe presentes.
Penélope e os pretendentes - JohnWilliamWaterhouse - 1912
No dia seguinte, Ulisses partiu no navio dos feácios e, dentro de pouco tempo, chegou são e salvo à Ilha de Itaca, sua pátria. Quando o navio chegou à terra, ele estava dormindo. Os marinheiros, sem acordá-lo, levaram-no para a praia, desembarcaram uma arca contendo os presentes que lhe haviam sido oferecidos, depois partiram.
Ulisses estava longe de Itaca há vinte anos e, quando acordou, não reconheceu a terra natal. Atena apareceu-lhe, sob a forma de um jovem pastor, revelou-lhe onde estava e contou-lhe como corriam as coisas em seu palácio. Mais de cem nobres, dali e de cidades vizinhas, vinham pedir a mão de Penélope, sua esposa, julgando-o morto e andavam em seu palácio. Era necessário que ele não fosse reconhecido, para poder vingar-se daquela gente. Assim, Atena o metamorfoseou em um feio mendigo e, como tal, ele foi bondosamente recebido por Eumeu, fiel servidor de sua casa. Seu filho Telêmaco achava-se ausente à procura do pai. Atena avisou que ele deveria voltar. Telêmaco encarou-o com espanto e, a princípio, achou que ele não deveria ser um simples mortal. Ulisses, porém, apresentou-se como seu pai e explicou a mudança de aparência revelando que era devido a Atena.
Entrou no palácio e os outros homens, o trataram mal. Em certo momento, ele revelou sua identidade e matou todos os outros.        

BULFINCH, Thomas. O livro de ouro da mitologia: Histórias de deuses e heróis. Trad. David Jardim.Rio de Janeiro: Ediouro, 2006. 207 a 247. 
Astral de Clio
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Leituras: A Ilíada.

Texto baseado no livro de Thomas Bulfinch

Atena era deusa da sabedoria, e certa vez quis disputar em um concurso de beleza com Hera e Afrodite.  Zeus não querendo decidir um assunto tão delicado, pediu que as deusas fosse ao Monte Ida, onde o belo pastor Páris apascentava seus rebanhos. Zeus, deu a ele o poder da decisão. As deusas, ofereceram a Páris diversas coisas: Hera prometeu-lhe riqueza, Atena glória e fama na guerra e Afrodite, prometeu ao Páris a mais bela mulher para esposa. Afrodite foi a escolhida.
Páris viajou até a Grécia e foi até os domínios de Menelau onde descobriu que a mulher mais linda do mundo, era sua esposa Helena, aquela que Afrodite havia prometido. Com a ajuda da deusa, Páris conseguiu  convencê-la a fugir com ele. Levou Helena para Tróia.
O Juizo de Páris - Enriq Simonet (1904)
Na Pintura: Atena, Afrodite, Hera e Páris
Menelau apelou para seus irmãos chefes da Grécia, para ajudá-lo. De um modo geral, todos atenderam ao apelo, mas Ulisses, que se casara com Penélope e se sentia muito feliz com a esposa e o filho, não se mostrou disposto a participar de aventura tão incerta. Recuou e Palamedes foi mandado para lembrar-lhe seus compromissos. Quando Palamedes chegou a Ítaca , Ulisses fingiu-se de doido, semeando sal com seu arado. Para experimentá-lo, Palamedes colocou seu filhinho, Telêmaco, em frente do arado, o que levou o pai a desviar-se, para não o matar, mostrando assim. claramente, que não estava louco e que, portanto, não podia se negar a cumprir a promessa feita.
Ulisses tratou de prestar ajuda para convencer outros chefes relutantes, especialmente Aquiles. Este herói era filho de Tétis, uma das mortais, uma ninfa do mar, e sabia que seu filho estava destinado a morrer diante de Tróia se participasse da expedição, pelo que tratou de evitar que ele fosse. Mandou-o, então para a corte do rei Licomedes e convenceu-o a esconder-se entre as filhas do rei, disfarçado de mulher. Sabendo que ele ali se encontrava, Ulisses, disfarçado de mercador, foi ao palácio, oferecendo á venda ornamentos  femininos, entre os quais, colocou algumas armas. Enquanto as filhas do rei se deleitavam com outros artigos apresentados pelo mercador, Aquiles manejava as armas. Ulisses não teve grande dificuldade em persuadi-lo a desrespeitar os prudentes conselhos maternos e juntar-se a seus Patrícios na guerra.
O amor de Helena e Páris -
Jacques-Louis David, 1788
O rei de Tróia era Príamo, e Páris, o pastor que seduzira Helena, seu filho.
Pela parte grega, Agamênon, rei de Micenas e irmão do injuriado Menelau, foi escolhido para comandante-chefe. Aquiles era o mais ilustre guerreiro. Depois dele vinham: Ajax, de estatura gigantesca e grande coragem, mas pouco inteligente; Diomedes, superado apenas por Aquiles em suas qualidades de herói; Ulisses, famoso por sua sagacidade; e Nestor, o mais velho dos chefes gregos e procurado por todos como conselheiro.
Tróia, porém não era um inimigo desprezível. Príamo, o rei, estava velho, mas fora um príncipe esclarecido e fortalecera seu estado, graças a um bom governo e a numerosas alianças com os vizinhos.
Os gregos foram para Tróia. A guerra prosseguiu, sem resultado decisivo, durante nove anos. Ocorreu, então, um acontecimento que pareceu fatal à causa dos gregos e que foi a disputa entre Aquiles e Agamênon.  Ao saquear os aliados dos troianos, Agamenon tomou para si, como escrava, Criseida, filha de Crises, sacerdote de Apolo. Crises se dirige ao rei grego e pede a filha de volta.  Entretanto, Agamenon se recusa a devolver Criseida. O sacerdote, então, invoca Apolo e pede-lhe vingança. Apolo atende prontamente e durante nove dias os gregos padecem de uma peste virulenta. Aquiles descobre através de Hera o que acontecia. Agamenon concorda em restituir Criselda, desde que receba alguma compensação.  Ele revela que quer Briselda, a cativa que coube a Aquiles, e que vai tomá-la dele, nem que seja à força. Aquiles deixa a guerra por conta disso e segue para seu barco. Depois, homens vão atrás de Aquiles para buscar Briselda. Ele, injuriado, entrega a moça aos enviados. Sozinho, à beira mar, borbulhando de raiva, Aquiles invoca Tétis, sua mãe. Ela se dispõe a atende-lo, fala com Zeus, pedindo que os gregos se arrependerem da injustiça praticada contra seu filho, concedendo o sucesso às armas troianas. Zeus atendeu o pedido e, na batalha que se seguiu, os troianos saíram vitoriosos e os gregos, expulsos do acampamento, tiveram de refugiar-se nos navios. Agamênon convocou, então, um conselho dos chefes mais sábios e mais valentes. Nestor sugeriu que convencessem Aquiles, para voltar ao acampamento e que Agamênon restituísse a donzela causadora da disputa, com grandes presentes, para corrigir o erro cometido. Agamênon concordou, e Ulisses, Ajax e Fênix foram encarregados de transmitir a Aquiles a mensagem de arrependimento. Aquiles se recusou.
No dia seguinte àquele em que fora enviada a Aquiles a malsucedida embaixada travou-se uma batalha, e os troianos, favorecidos por Hera, conseguiram abrir passagem e chegar perto dos gregos. Poseidon, vendo os gregos em situação tão crítica, foi em seu socorro. Ajax, encontrou-se com Heitor (troiano, filho do rei Príamo), e o desafiou.
Enquanto Poseidon ajudava, Zeus nada via do que se passava, pois sua atenção fora desviada do campo de batalha, pelas artimanhas de Hera. Zeus percebeu e conteu Hera. Reanimou Heitor que estava ferido. Apolo o ajudou.
Pátroclo, companheiro de Aquiles, que o acompanhou, soube da desgraça dos companheiros, e contou a Aquiles. Este não quis retornar a batalha mas cedeu seus soldados para que Pátroclo fosse.
Aquiles e Patroclo -
SanGulina on DevianT Art
Até então, Pátroclo fora bem-sucedido em seu desejo de repelir os troianos e aliviar seus patrícios, mas ocorreu, depois, uma mudança da fortuna. Heitor, em seu carro, enfrentou-o. A luta estava acirrada, quando um troiano atingiu Pátroclo nas costas, e Heitor, avançando, trespassou-o com a lança. Ele caiu mortalmente ferido. Travou-se, então, uma luta feroz para disputa do corpo de Pátroclo e a armadura de Aquiles que estava com Pátroclo, caiu nas mãos de Heitor. Ajax e Menelau defenderam o corpo de Heitor e com seus mais valentes guerreiros lutaram para capturá-lo. A batalha prosseguia indecisa, quando Zeus nvolveu em escura nuvem toda a face do céu. Relâmpagos cortaram o espaço, o trovão reboou, e Ajax, olhando em torno, à procura de alguém que pudesse enviar a Aquiles para contar-lhe a morte do amigo e o iminente perigo que corriam seus restos de cair em poder dos troianos, não pôde ver um mensageiro à altura. Foi então que exclamou, conforme os versos tantas vezes citados: 


“Pai da terra e do céu!
Livrai, imploro,
O céu e a terra desta treva espêssa!
Se quereis nos punir, nós nos curvamos
Mas dexai-nos morrer à luz do dia.”   
          
   Zeus ouviu as preces e dispersou as nuvens. Os gregos conseguiram, afinal, levar o corpo para o navio, perseguido de perto por Heitor, Enéias e os demais troianos. Aquiles ficou sabendo e ficou desolado. Encontrou-o tomado de remorsos por haver levado tão longe seu ressentimento e permitido que o amigo caísse como vítima. Queria correr imediatamente até Heitor para matá-lo mas lembrou que estava sem armadura e esperou sua mãe Tétis enviar-lhe outra bem melhor, forjada por Hefesto, deus do fogo.
Vestido nela, correu até os companheiros. Pondo de lado o seu ressentimento contra Agamênon e lamentando amargamente os males que dele havia resultado, apelou para os chefes no sentido de que se dirigissem imediatamente ao campo de batalha. Agamênon respondeu sem demora, lançando toda a culpa do ocorrido a Éris, a deusa da discórdia, e os dois heróis reconciliaram-se plenamente. Aquiles, então, lançou-se à batalha excitada pela ira e pela sede de vingança. Os mais bravos guerreiros fugiam dele ou caíam sob sua lança. Apolo, resolvendo ajudar os Troianos, lançou uma nuvem e ajudou-os a fugir. As muralhas de Tróia foram abertas para receber os fugitivos. Heitor ficou do lado de fora, porque assim quis, por desespero dos pais. Em batalha, Aquiles matou Heitor e este pediu:
“Poupa meu corpo! Permite que meus pais o resgatem e que eu receba os ritos fúnebres por parte dos filhos e filhas de Tróia.”
Ao que Aquiles respondeu:
“Cão! Não fales em resgate nem peças piedade a mim, a quem tanto fizeste sofrer. Não! Podes estar certo de que coisa alguma livrará dos cães tua carcaça. Eu recusaria entregá-la, ainda que fossem oferecidos vinte resgates e teu peso em ouro.”
Príamo aos pés de Aquiles -
Joseph Wencker, 1876.





Assim dizendo, retirou a armadura do cadáver e, amarrando-o pelos pés, com cordas, ao seu carro, arrastou-o, para cá e para lá, diante da cidade.
O velho rei Príamo e a rainha Hécuba, ficaram desolados. Os cidadãos rodearam os dois, chorando. As lamentações chegaram aos ouvidos de Andrômaca, esposa de Heitor. Ao ver o espetáculo, quis atirar-se do alto das muralhas, mas desmaiou e caiu nos braços de suas servas.
Depois de se terem vingado do matador de Pátroclo, Aquiles e os outros gregos trataram de prestar as devidas honras fúnebres a seu amigo. Foi erguida uma fogueira e o corpo queimado com toda a solenidade. Aquiles continuou arrastando o corpo de Heitor pelo chão, mas este não se desfigurara, por ajuda de Apolo. Zeus, pediu a Métis que convencesse o seu filho a entregar o corpo de Heitor a seus amigos. O rei Príamo foi pedi-lhe, levando uma soma de valor inestimável em joias. Aquiles entregou o corpo. Em Tróia, o povo correu para contemplar o rosto do seu herói. 

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

A festa de Olímpia e as olimpíadas 2012

Vaso grego, retratando uma corrida estilo "stádion".
A cerâmica grega em suas diversas variedades são objetos
repletos de informações para a história, não só pela forma
destas cerâmicas, como para analise
do que nela vem retratado.

Festa em Olímpia!
A cada quatro anos eram organizados jogos para homenagear nosso grande pai Zeus, o deus de todos os gregos. O lugar onde estas competições aconteciam, era a cidade Olímpia (Ará!). Esta cidade era a referência à morada dos deuses na altíssima montanha sagrada.

O mais interessante é que, a semana de jogos era o período de trégua na Grécia Antiga. Pena que, os jogos olímpicos modernos não é motivo para trégua ou até resolução pacífica das guerras que acontecem atualmente no mundo. Enquanto a pouco em Londres ocorreu a festa de abertura dos jogos olímpicos de 2012, a guerra síria também fez hoje uma criança de três anos como vítima.Os atletas sírios, representam nas olimpíadas deste ano, um país em extrema crise político-social. "Queremos mostrar ao mundo uma imagem diferente do que a que tem sido dada pelas estações de televisão por satélite'', disse Ghofrane Mohammed, um velocista de 23 anos ao portal português Futebol365.
Atual cerimônia que acontece em Olímpia para a entrega da tocha
para os jogos e simula os antigos ritos.

Um tema abordado na abertura das Olimpíadas de Londres, foi a Revolução Industrial inglesa, trazendo operários que forjavam o aço para as famosas argolas olímpicas. Inclusive, o mascote desta olimpíada, ao invés de trazer um bichinho fofinho peludinho, é uma gota de aço andante! Foi uma idéia bizarra que ficou até simpática.

A maioria das modalidades da Grécia Antiga eram voltadas à corrida e você pode imaginar diversas variações disto: a corrida simples, de velocidade ou "stádion", a corrida dupla "díaulos", duas voltas ¬¬, a corrida de fundo ou "dólikhos" que somava até 4km de distância, a corrida armada ou "hoplitodromía", onde o cidadão se vestia com todas as suas armaduras (a hopla, o armamento dos hoplitas) e saia correndo atrás de inimigo nenhum! Para somar todo este cansaço, haviam também a corrida com tocha ou “lampadedromía", que é justamente a corrida de reversamento com tochas, tão famosa nas cerimônias das olimpíadas modernas.

Além das modalidades de corrida, ainda haviam lançamento de discos e de dardos. Na modalidade luta "pále", os participantes não podiam dar socos ou chutes. Eles deveriam lutar com as mãos abertas! Ao final, o oponente deveria cair com os dois ombros no solo. Bem, haviam também o salto, a corrida de carros, o hipismo...

Em um período mais moderno, as modalidades mais bizarras das olímpiadas iam desde tiro ao pombo (Paris, 1900) onde os participantes deveriam matar mais pombinhas em menos tempo (imagina se fosse na praça da Sé em São Paulo...), até levantamento de peso com uma mão (Atenas, 1896)!

Mas com certeza, se houverem Olimpíadas de Jokenpô, esse robozinho aí em baixo, será sempre campeão. Ahh pára! Sacanagem.



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